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A Orientação é um esporte muito versátil. Surgiu no final do século passado na Escandinávia como um exercício militar e era (e ainda é) praticado sobre esquis. Após isso, evoluiu para a corrida a pé e hoje ainda temos a Orientação em Mountain Bike; o Trail-O, para pessoas com alguma deficiência locomotora e o Park Orienteering, que é uma modalidade praticada geralmente em parques ou proximidades de centros urbanos com o objetivo de divulgar o esporte e que vem se desenvolvendo muito nos últimos anos. Há também o City Orienteering (city-O) que se realiza em centros urbanos utilizando-se mapas típicos de roteiros de cidades. Visa também uma maior divulgação do esporte.
Dentro dessas modalidades a orientação pode ser praticada de várias maneiras:
- Orientação em corredor (Corridor orienteering)
- Orientação em janela (Window orienteering)
- Orientação por pontuação (Score orienteering)
- Orientação por memorização (Map memory orienteering)
- Orientação noturna
Orientação em corredor (Corridor orienteering) difere da orientação tradicional pelo fato de o mapa mostrar um corredor que acompanha o percurso marcado, mantendo escondido o restante do mapa. O competidor deve tomar cuidado de não sair desse corredor e deve ter habilidade para se localizar tendo disponível apenas uma pequena porção do mapa.
Orientação em janela (Window orienteering) difere da orientação tradicional pelo fato de o mapa mostrar apenas uma janela que envolve a largada, cada um dos controles e a chegada, mantendo escondido o restante do mapa. O competidor deve monitorar cuidadosamente a direção e a distância percorrida e, ao mesmo tempo, deve ter habilidade para se localizar tendo disponível apenas uma pequena porção do mapa.
Orientação por pontuação (Score orienteering) difere da orientação tradicional pelo fato de:
Cada controle tem uma pontuação associada a ele; Os controles podem ser visitados em qualquer ordem; Qualquer número de controles pode ser visitado; Há um tempo limite em que cada competidor deve se apresentar na chegada; O vencedor é aquele atingir a maior pontuação final, que é computada subtraindo-se da pontuação obtida com base nos controles visitados, o total de pontos perdidos por ter se apresentado após o limite de tempo na chegada.
Orientação por memorização (Map memory orienteering) difere da orientação tradicional pelo fato de o atleta correr sem o mapa. Em cada controle, há um mapa que mostra todo o percurso. Na largada e em cada controle, o orientador deve memorizar detalhes do mapa e do percurso que o permitam navegar com sucesso até o próximo ponto, aonde ele poderá memorizar detalhes para a próxima perna do percurso. Este tipo de competição exige que o atleta observe e retenha na memória rapidamente características que o levem até seu próximo objetivo. O orientador não deve perder muito tempo memorizando detalhes desnecessários em cada controle, mas deve lembrar-se de detalhes suficientes que evitem que ele se perca e que falhe em encontrar o próximo ponto de controle.
Orientação noturna (Night orienteering) difere da orientação tradicional pelo fato de a competição se realizar à noite. Alguma vezes os prismas tem iluminação de maneira que possam ser vistos com mais facilidade. Geralmente os atletas usam uma lanterna de cabeça para iluminar sua progressão. A orientação noturna é mais difícil porque somente as características iluminadas pela lanterna podem ser vistas.
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